Alta Floresta (MT), 21 de janeiro de 2017 - 23:35

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Geral

13/01/2017 09:25 Viviane Petroli - Olhar Direto

Transporte de grãos fecha BR-364 em Rondonópolis em prol de melhor valor de frete

Caminhoneiros autônomos, empregados e empresários do transporte de cargas a granel fecharam no início da manhã desta sexta-feira, 13 de janeiro, a BR-364 em Rondonópolis. A busca por um frete que renumere o transporte de cargas graneleiro em Mato Grosso de modo que cubra os custos do setor é o foco desta nova mobilização da categoria, que desde 2015 luta por melhores condições de trabalho.

Hoje, a tonelada da soja entre Sorriso e Rondonópolis sai a cerca de R$ 80, por exemplo, enquanto de Sorriso para Paranaguá (PR) a aproximadamente R$200.

O setor do transporte de cargas, principalmente de grãos, vem passando por uma crise há três anos aproximadamente, tendo o seu “enterro do segmento” com a quebra da safra 2015/2016, onde somente entre soja e milho foram quase 9 milhões de toneladas a menos produzidas .

Em 2015, como acompanhado pelo Agro Olhar, os caminhoneiros em Mato Grosso chegaram entre os meses de fevereiro e março a bloquear as principais rotas de escoamento da produção de grãos. Em todo o país foram realizados manifestos em prol de melhores condições de trabalho e um frete que cubra os custos de produção.

O bloqueio na BR-364 em Rondonópolis teve início por volta das 7h da manhã desta sexta-feira, 13, nas proximidades do Posto Esplanadas, entrada do município, e do Posto Masut, saída do município para a região Sul do país.

A ação é realizada pelo Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG) e de acordo com Gilson Baitaca, empresário e um dos representantes do movimento, serão chamados para a manifestação empresários, autônomos e motoristas envolvidos no transporte graneleiro, ou seja, aqueles que transportam soja, milho, farelo, adubo, entre outros derivados.

"Estamos chamando todos os envolvidos no transporte graneleiro para essa mobilização até que consigamos fazer um acordo de valores de frete para esse ano de 2017 juntamente com as tradings, de preferência que seja diretamente com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) que representa todas as tradings que operam, industrializam e comercializam aqui em Mato Grosso", explica Baitaca.

Ao Agro Olhar, Baitaca afirma que o setor espera que as tradings negociem com o transporte para que os trabalhos de escoamento da safra 2016/2017 possa começar. Somente em soja são previstas 30,4 milhões de toneladas em Mato Grosso, além de 25 milhões de toneladas de milho 2ª safra, totalizando entre as duas principais culturas do Estado um volume de 55 milhões de toneladas.

Como o Agro Olhar já comentou, hoje cerca de 50% do custo do transporte de cargas é com combustível.

"Esperamos que eles (tradings) venham negociar com a gente para que possamos iniciar os trabalhos dessa safra que é uma safra recorde. A exploração continua, desde 2015, aproveitando-se da frota disponível que tem no país. Além de caminhões de Mato Grosso, vem caminhões de outros Estados para cá. Nós queremos estabelecer um valor para trabalhar. Nós queremos ter a oportunidade de sentar na mesa e negociar. Nós vamos negociar o frete e não mais eles ditar de forma arbitrária como eles querem tabelando o frete. Não vamos mais aceitar isso", pontua Baitaca.

Ainda de acordo com Baitaca, a reivindicação do transporte graneleiro em Mato Grosso é apenas o valor do frete. O setor aguarda a aprovação e regulamentação do Projeto de Lei 528/2015, que cria a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de cargas. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos deputados federais que compõe a Comissão de Viação e Transporte na Câmara Federal em dezembro de 2016 e hoje encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para analise.

O projeto de lei 528/2015 foi criado após as paralisações realizadas no primeiro semestre de 2015, aonde em Mato Grosso todas as principais rotas de escoamento da produção agropecuária com destino aos portos chegaram a ficar bloqueadas. O texto visa o estabelecimento de uma tabela de preço mínimo para o frete, que hoje não cobre os custos de operação do setor de transporte de cargas.

Segundo Baitaca, o movimento iniciado em Mato Grosso nesta sexta-feira, 13 de janeiro, deve expandir-se para os demais Estados produtores do país, que também passam com dificuldades diante os baixos valores pagos pelo frete.


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