Alta Floresta (MT), 23 de maio de 2019 - 17:03

Esporte

26/04/2019 05:53 Editoria com Assessoria

Grande, charmoso e emocionante: vem aí o Roland Garros 2019

Um dos torneios mais charmosos do circuito do tênis mundial já tem data para acontecer. Os maiores jogadores do mundo estarão nas quadras de saibro francesas entre os dias 26 de maio e 9 de junho para a disputa de mais uma edição de Roland Garros. O segundo Grand Slam do ano acontece no Stade Roland Garros, complexo de quadras tradicional do evento.

A história de Roland Garros

Antes de falar sobre o torneio de 2019, vamos conhecer um pouco da história deste que um dos principais torneios de tênis do mundo. Tudo começou em 1927, quando os franceses René Lacoste, Henri Cochet, Jean Borotra e Jacques Brugnon, conhecidos como os "quatro mosqueteiros", tiveram a ideia de construir um Complexo de quadras para a realização de jogos oficiais em Paris. O quarteto defendia o título da Copa Davis, mas não tinham local para a disputa.

Com a ajuda da prefeitura, que cedeu um terreno por 99 anos, os tenistas conseguiram viabilizar a construção do Complexo, que foi batizado de Roland Garros, em homenagem a um herói da aviação da França.

O torneio é disputado desde 1891. Após a inauguração da quadra, em 1927, o país começou a ganhar os torneios mundiais em sequência, entre 1928 e 1932. A cada ano que passava, o prestígio do Roland Garros ia aumentando ainda mais, o que fez com que houvesse mais ampliações, chegando ao patamar que é nos dias de hoje. Nesse período, Roland Garros só aceitava a participação de jogadores franceses. Foi nos anos 60 que o torneio ganhou a classificação de "aberto", abrindo as portas para tenistas profissionais e amadores.

Djokovic x Nadal

Será no saibro do Stade que o croata Novak Djokovic defenderá a liderança do ranking contra o "rei do saibro", o espanhol Rafael Nadal. É do madrilenho o maior número de títulos no torneio com 11 conquistas. Também é o atual campeão do torneio. Nadal também tem a marca de cinco títulos consecutivos (2010 a 2014), e ainda a maior série invicta, com 39 vitórias seguidas.

Mas a temporada não começou bem para Rafael Nadal. Depois de ficar de fora das Finais do ano passado por lesão, o jogador voltou com tudo para a disputa do primeiro Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália. O espanhol até conseguiu chegar à final, mas foi vencido pelo Djokovic, por 3 sets a 0, parciais de 6/3, 6/2 e 6/3.

O resultado pareceu ter mexido com o tenista, que logo já foi eliminado nas oitavas de final do Aberto do México, ao perder para o australiano Nick Kyrgios. No torneio seguinte, no Masters Series de Indian Wells, acabou tendo que abandonar o torneio na semifinal diante de Roger Federer por causa de fortes dores no joelho.

Agora, o espanhol busca um novo reinício em "casa", no seu torneio preferido onde brilhou por 11 oportunidades.

Será que o "Djoko" vai conseguir segurar este "monstro"? O Croata não espera vida fácil nas quadras francesas. Apesar do título do Aberto da Austrália, o número 1 do mundo vem encontrando dificuldades na temporada com eliminações precoces como aconteceu em Indian Wells e no Masters de Miami. Djokovic espera repetir a boa atuação da Austrália na França e buscar seu bicampeonato em Roland Garros.

Federer é confirmado

A organização do torneio de Roland Garros confirmou no dia 18 de abril os nomes dos participantes da competição deste ano com destaque para o retorno do suíço Roger Federer às quadras francesas. Ausente desde 2015, quando perdeu o título para Stan Wawrinka, o jogador confirmou presença em 2019 e vai em busca do seu segundo título do torneio, dez anos depois da primeira conquista.

O Brasil ficou sem representante na chave principal, pelo menos por enquanto. No masculino, Thomaz Bellucci, Thiago Monteiro e Rogério Dutra Silva podem disputar o qualifying e buscar uma vaga pelo eliminatório. O mesmo acontece com Beatriz Maia, a única tenista brasileira com chances de entrar na disputa do torneio.

Brasil em Roland Garros

Roland Garros também se tornou um dos torneios de tênis favoritos dos brasileiros. Foi nas quadras de saibro do torneio francês que o catarinense Gustavo Kuerten brilhou por três temporadas, se tornando um dos grandes nomes do esporte mundial. A primeira conquista, em 1997, não só consagrou o jogador, como também trouxe aos brasileiros o incentivo de aprender e praticar o esporte. Apesar disso, depois de Guga, nenhum tenista brasileiro conseguiu brilhar no circuito francês. Depois dele, apenas o jogador Marcelo Melo fazendo dupla com o croata Ivan Dodig venceram o torneio de duplas, em 2015,

Antes, só a eterna Maria Ester Bueno, ao lado de Darlene Hard, e também com o australiano Robert Howe, nas mistas, conseguiu vence o torneio em 1960. Outro brasileiro que deixou sua marca foi Thomaz Koch, que junto com a uruguaia Fiorella Bonicelli, também venceu o torneio de duplas mistas em 1975.

Surgimento de novas promessas no tênis brasileiro

Apesar da inexistência de uma grande figura brasileira no tênis atual, as conquistas de Gustavo Kuerten ainda incentivam novas promessas a buscarem seus sonhos no esporte. Projetos como a Copa Gustavo Kuerten fazem a diferença para a garotada.

Para o Brasil ter novamente um craque das quadras de tênis e alcançar um lugar de destaque entre os grandes mundiais, muita coisa ainda precisa ser feita, entre elas, talvez a mais importante seja a profissionalização dos torneios estaduais e nacionais.

Ao longo da vida esportiva, os torneios tornam-se ferramentas importantes para a formação do tenista, como também de treinadores e equipe técnica. Conviver no universo do esporte e trocar experiências é, para os atletas, um exercício de autopercepção, reflexão e evolução.


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